Jesus Justificação

Viu Deus Que Tudo Era Bom

19:53Maicon Custódio



Os três primeiros capítulos de Gênesis são bastante cruciais para a compreensão de toda a Escritura, pois foi ali que tudo começou. Da criação perfeita ao pecado, está tudo compreendido nestes capítulos. Porém, existe uma frase que me chama a atenção nestes capítulos. “Viu Deus que tudo era muito bom!”.

Quando leio isso, tento transportar meu pensamento (ainda que imaginando) para a criação perfeita, sem mácula, os melhores rios, o ar mais puro, a harmonia do homem com a criação, um homem mais inteligente, mais forte, mais resistente, sem corrupção e tudo mais que nos é possível imaginar quando pensamos em criação perfeita. E de fato, tudo aquilo era muito bom!

Mas, infelizmente, chegamos ao capítulo 3, acontece o pior, o homem peca e Deus já não pode mais dizer: “Tudo isto é muito bom!”. A criação cai, o homem cai e a situação torna-se deplorável. Ao olharmos para este texto enxergamos três grandes problemas que fazem com que as coisas já não sejam tão boas, pois o homem perdeu a dependência, a comunhão e o temor.

Quando lemos o capítulo 2 de Gênesis o que vemos é Deus mostrando a Adão que ele criara plantas para seu mantimento, animais para ele governar e rios para que sua sede fosse saciada, ou seja, tudo o que Adão precisava estava ali, a providência de Deus era totalmente suficiente para satisfazer todos os desejos e anseios que o coração de Adão e Eva pudesse ter. A expressão mais correta para isso é dependência de Deus, e estes dois sentiram isto na pele, viveram a dependência na prática. O nosso problema é que perdemos este senso de dependência e por isso não oramos, não nos humilhamos, não perdoamos e não temos paz. Afinal, quem entende que depende de Deus vive orando, pois o soberbo ‘não precisa de Deus’ e por isso não ora. Quem acha que não depende de Deus não tem humildade, pois é o dono do próprio nariz, ele também não perdoa, pois não compreende que, antes de tudo, ele foi perdoado e depende, todos os dias, do perdão de Deus. E por fim, quem não entende o que é esta dependência NUNCA TEM PAZ, pois a sua vida será um constante quebrar a cara, pois quem depende das próprias pernas sempre cai e nunca terá a paz de ter sucesso em alguma coisa. Sem compreensão da dependência jamais poderemos dizer: “É tudo muito bom!”.

Além da dependência o homem perdeu também o senso de comunhão com Deus. Adão é notavelmente um homem privilegiado. Em dois capítulos não faltam menções de ‘bate-papos’ entre ele e Deus, e isto ainda é compreendido quando o texto fala da viração do dia (3.8), pois o que se entende é que todos os dias, na viração do dia, Deus e Adão se ‘encontravam’ no Jardim. As coisas não andam tão bem para nós porque perdemos a vontade de comunhão e intimidade com Deus. Não gosto dessa intimidade que se fala hoje: “Jesus, quero sentar no seu colo, acariciar a sua barba e pentear o seu cabelo!”. Isso não rola. Não para mim. Prefiro a comunhão da oração no recôndito de meu quarto, prefiro a comunhão de sentir a presença maravilhosa do Espírito em mim, prefiro sentir a presença dos irmãos, prefiro participar da Ceia do Senhor, prefiro ler a Palavra, pois em tudo isso eu sinto a presença Dele e sinto a comunhão íntima com Ele, pois eu falo com Ele e Ele comigo. Na participação da Ceia temos a evidência da presença de Jesus espiritualmente e em memória no meio da sua igreja. Que plena comunhão, amados! Ele está à mesa, ceando conosco! Porém, temos perdido a comunhão com Ele, sua presença já não é tão agradável, pois o computador, a televisão e os amigos tem sido mais interessantes. Sem comunhão com Deus, não tem nada de bom. Não dá para se dizer: “Tudo isso é muito bom!”.

Porém, quando continuamos a ler o texto em questão vemos que Adão e Eva tinham outra coisa que nos falta, a saber, temor do Senhor. Os nossos primeiros pais, ao verem que estavam nus, se esconderam, tentaram produzir alguma roupa para si, e quando Deus se achega a eles e lhes pergunta por onde andavam e porque não vieram falar com Ele, eles respondem: “Tivemos medo!”. Ao contrário do que muitos pensam e pregam, é impossível não associar temor de Deus a medo de Deus, pois devemos, sim, ter medo Dele, pois ELE SIM É TERRÍVEL e É TRISTE E TERRÍVEL COISA CAIR EM SUAS MÃOS! Hoje em dia perdemos aquilo que o primeiro casal possuía. Nossa geração brinca com Deus. Os filhos dizem que os mandamentos são quadrados, os ateus dizem que Ele não existe e ainda zombam, a TV e a internet buscam torná-lo um mito ou apenas uma força impessoal. O mundo age dentro de sua própria realidade, fazendo suas próprias leis, mas Deus está excluído. Deus é o delírio de Dawkins e é o defunto nas palavras de Nietzsche, pois a nossa geração teima em não temê-lo e por isso a nossa situação não anda nada boa. Não tem nada de muito bom no século XXI, pois não se compreende a grandeza de Deus a ponto de temê-lo. Ele é 10, é o Cara lá de Cima, é o Deuzão, mas não é o Rei do meu coração, não é o Deus que produz temor a ponto de nos curvarmos a Ele e dizermos: “Estou diante de Ti, sabedor de quem sou eu e que a Sua misericórdia é causa de não ser consumido!”. Nosso mundo quer romper com hierarquias e não pode haver um Deus, pois ninguém pode mandar em nós, afinal, nós somos os nossos próprios deuses. Amados, sem temor de Deus, nada vai muito bem e ninguém jamais vai poder olhar para a situação e dizer: “Isso é muito bom!”, pois infelizmente, não é.

Ah querido leitor! Deus é tão misericordioso que Ele já sabia que não tínhamos forças para voltarmos a Ele, para termos de novo um senso de dependênciacomunhão e temor para com Ele e por isso, depois de toda esta problemática Ele nos dá uma “solucionática” (vide Dadá Maravilha). Por isso em Gênesis 3.15 ele nos dá o fio de esperança, a ÚNICA ESPERANÇA PARA QUE TUDO SEJA BOM OUTRA VEZ! O texto nos diz o seguinte:

Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.

Esta passagem é chamada de proto-evangelho, é aqui está anunciado que o restaurador viria! Que haveria um alguém, da semente da mulher, que faria com que tudo fosse bom mais uma vez e este alguém é Jesus Cristo! Ele é a semente da mulher, é Ele quem nos mostra o quanto somos dependentes, pois somente pelo seu sacrifício somos salvos, somente por causa dele temos a comunhão restaurada com Deus e somente por Ele podemos temer a Deus, mas não pensando em uma condenação impiedosa, mas refletindo em nossa vida como respeito e devoção, pois entendemos que nao existe condenação para os que estão em Jesus!

A criação era boa, mas caiu, e por isso Deus já não podia dizer que tudo era muito bom, mas quando a semente da mulher veio a este mundo ele nos salvou e justificou, ou seja, fomos feitos justos aos olhos de Deus e por isso, podemos dizer que por causa de Cristo nós somos feitos bons, pelos méritos Dele, pela bondade Dele, pela graça Dele, nosso Restaurador. Pensando nisso, Paulo escreve o texto com o qual eu encerro este texto:

Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.(Rm 5.1)

Que este Jesus que nos abençoa todos os dias e que nos restaura a ponto de sermos feitos justos e bons mais uma vez diante de Deus, o abençoe e lhe dê um agradável dia.

Nele,

Maicon.


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Na paz do Eterno.

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