Depressão Jesus

CRENTE COM DEPRESSÃO: É POSSÍVEL?

19:26Maicon Custódio



Atualmente é comum saber que um amigo, parente, vizinho ou pelo menos um conhecido esteve ou está com depressão. E quem sabe quantos de nós em algum momento não nos questionamos se aquela sensação que tanto nos angustia não é um sintoma, ou um sinal de que ela está nos rondando.

Há uma considerável diferença entre a real depressão (evento psiquiátrico) e essa sensação de tristeza, pois a primeira pode estar relacionada a um desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor e então os eventos estressantes disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis seja por fator genético ou ambiental enquanto a segunda se encaixa apenas num momento passageiro.

Uma comparação interessante que algumas pessoas fazem para mostrar a diferença entre a depressão psiquiátrica e a depressão normal é a relação que há entre clima e tempo. O clima de uma região ordena como ela prossegue ao longo do ano, mantendo sempre as mesmas características, já o tempo é a pequena variação que ocorre para o clima da região em questão. Assim, o clima é o estado de humor e o tempo as variações que existem dentro dessa faixa. O paciente deprimido terá dias melhores ou piores assim como o não deprimido. Ambos terão suas tormentas e dias ensolarados, mas as tormentas de um, não se comparam às tormentas do outro, nem os dias de sol de um, se comparam com os dias de sol do outro. Existem semelhanças, mas a manifestação final é muito diferente.
Poderia se dizer que é uma “doença” atual, contudo, quantos não se calaram por medo, receio ou vergonha de assumir que algo dentro deles não estava indo bem? E em especial dentro das igrejas que não aceitavam e ainda questionavam a fé e a atitude dessa pessoa diante de Deus pois criam que “Jesus é o médico dos médicos”, ou ainda que “Ele já tomou para si as nossas dores” e que, por isso, a depressão é do diabo e quem a apresenta é porque não havia tomado posse do sacrifício de Jesus na cruz.

Não podemos nos esquecer da situação de Elias, por exemplo, que de tão deprimido e angustiado se enclausurou em uma caverna, ou de Davi que por vezes era consumido por sentimentos de tanto pavor e amargura que chegava a acreditar que havia perdido sua salvação e clamava a Deus que restaurasse nele a alegria de tê-la outra vez, ou quem sabe não podemos nos lembrar do próprio Jesus, que era homem e que ERA DEUS e num dos momentos cruciais de sua vida estava tão estressado e ansioso que chegou a suar sangue!

É claro que as declarações sobre o poder de Deus são fatos, mas os benefícios de Jesus sobre a vida dos seus não devem vir como fardo e sim como alívio, da mesma forma como a graça que vem dEle deve vir para libertar.
Se a depressão não é permitida entre os cristãos, todas as demais doenças também não deveriam ser, mas se são, todas elas devem ser consideradas e tratadas com respeito e atenção, inclusive a depressão, que é uma doença como outra qualquer que exige tratamento, principalmente porque só quem sabe a aflição do deprimido é ele ou quem já passou por essa experiência.

As demais pessoas podem até reconhecer os sintomas e saber o tratamento, mas isso não faz com que conheçam os sentimentos e o sofrimento. E se é mandamento que amemos o nosso próximo como a nós mesmos, de forma alguma devemos deixar que o nosso próximo sofra tanta dor e desespero sem que tenhamos por ele compaixão e empatia, assim como as atitudes de Cristo nos ensinam.
É a nossa atitude diante das pessoas que demonstram as marcas de Cristo em nós.

Que Deus os abençoe.


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TEXTO DE: Polyana Tavares (Jaboticabal-SP)

Por encomenda do Maicon.


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