Confissão Lágrimas

O Pastor (?) das Ovelhas

09:53Maicon Custódio




Tenho feito minhas devocionais do Evangelho de Mateus. A história do Mestre, Jesus, a revelação encarnada de Deus é fascinante a cada linha. A cada releitura. Enquanto pastor, posso ter um relacionamento meramente “profissional” com a Escritura, mas o clamor constante que faço ao Pai e que Ele continue falando comigo. Que me dê preciosos momentos de lê-la pelo prazer de ouvir sua doce voz, ou de me debruçar em seus braços carinhosos para simplesmente saber na prática o que significa o Salmo 23. E Ele tem me dado isso. Glórias sejam dadas a Ele.

Hoje me deparei lendo o capítulo 18 do Evangelho de Mateus. Uma fala de Jesus me chamou a atenção: “Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar”. Lembrei-me da oração no notável Francisco de Assis:

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.”.

Confesso ter ouvido a voz de Fagner entoando estes versos enquanto me lembrava da oração e meditava no texto sagrado. Me quebrantei. Pedi perdão. São tantas as vezes que fazemos tropeçar os pequeninos com nosso ímpeto, boas intenções – daquelas que dizem estar cheio o inferno – projetos revolucionários e sonhos de menino que ainda não aprendeu o que é viver.

Pedi graça. Não estava disposto a atar uma tonelada de rocha bruta ao pescoço e morrer afogado nas águas da própria incapacidade. Pedi sabedoria. Não quero pecar pelos meus excessos, nem macular a pura fé de quem me foi dado por rebanho. Lembre-me de Paulo: “a igreja que Ele comprou com seu próprio sangue[1]. Ele é o maior interessado. Ele é o dono. As coisas devem ser do jeito dele. Não do meu.

No fim, pedi misericórdia. Pedi perdão. Pedi capacidade. Simplesmente pedi. Porque olhando para minha alma não encontrei nada que fosse suficientemente bom para arcar com a responsabilidade de cuidar de um povo que tem dono. Que são ovelhas do pasto do Criador e rebanho de seu pastoreio. Eu, um mero despenseiro. Simplesmente me calo. Assumo que sou vazio e clamo aos Céus, afim de que de lá me venha o enchimento. Que a brisa suave do Espírito que não cumpre minha agenda, me alinhe à agenda do Eterno Decreto do Grande Deus.

É Nele que me despeço. Quebrado, mas esperançoso. Pois, sei que tudo isso coopera...

Pr. Maicon


[1] Atos 20.28

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1 comentários

  1. Olá , passei pela net encontrei o seu blog e o achei muito bom, li algumas coisas folhe-ei algumas postagens, gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns, e espero que continue se esforçando para sempre fazer o seu melhor, quando encontro bons blogs sempre fico mais um pouco meu nome é: António Batalha. Como sou um homem de Deus deixo-lhe a minha bênção. E que haja muita felicidade e saude em sua vida e em toda a sua casa.
    PS. Se desejar seguir o meu blog,Peregrino E Servo, fique á vontade, eu vou retribuir.

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Na paz do Eterno.

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