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Família e Outros Problemas

11:58Maicon Custódio



UM PANORAMA FAMILIAR
O mês de maio é celebrado como o mês da família. Ela, a sempre dita e louvada como a base fundamental de uma sociedade. No cristianismo reformado, uma esfera de soberania onde o Estado não possui ingerência. Na educação, uma parceira importante na formação do caráter do aluno. Na saúde, é o primeiro contato em caso de emergência. Família é tudo de bom. Mas... e quando a família se torna um lugar de conflito, opressão, rancor e desespero?

Família é uma ideia divina. O Deus que sempre foi/é/será relacional na Trindade Santa, nos fez à sua imagem e semelhança, portanto, relacionais também. Desde o início se disse: Não é bom que o homem esteja só (Gn 2.18); foi dito também que deveriam povoar a terra com sua descendência (Gn 1.28). Surge então uma segunda pergunta séria neste momento: Se a família é plano de Deus e os planos Dele não podem ser frustrados, por que tantas famílias tem dado errado?


O PROBLEMA É A FAMÍLIA?
As duas perguntas levantadas nos mostram que a vida em família nem sempre será um mar de rosas. O problema?! Lidamos com pecadores. Você é pecador. Sua esposa é pecadora. Seus filhos são pecadores. Seus pais, padrastos e madrastas são pecadores. Isso no sentido mais amplo possível, ou seja, somos inerentemente pecadores - coisa da nossa natureza - e somos também ativamente pecadores - ações concretas e diárias. O pecado é algo primariamente cometido contra o Deus Santo, mas inevitavelmente atinge e traz drásticas consequências para as pessoas que nos cercam. Não é sem sentido que Cristo resume a Lei em amor a Deus e ao outro (Mc 12.30-31). Portanto, se eu esperar perfeição do outro ou pensar que sou capaz de oferecer perfeição a alguém, a família vai se tornar este sangrento, às vezes fatal, campo de batalha. 

Segundo escreve Tiago (4.1-3), irmão de Cristo, em sua carta, o problema que gera contendas é um só: Amamos de mais a nós mesmos. Ele diz:

"De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.

A conclusão de autor bíblico é, para mim, o ponto alto do texto. Queremos esbanjar em nossos prazeres. A família, plano de Deus, dá errado em vários momentos porque estamos apenas desejando ter nossas vontades satisfeitas. Alguém disse que família é uma união de perdedores. Gente que cede, engole sapos, resolve perder pessoalmente para que a família ganhe. Enfim, o problema é o mesmo desde Eva: queremos ser grandes; se possível iguais a Deus!


RESOLVENDO A QUESTÃO
Desde que o mundo é mundo Deus deu uma única solução para o pecado: a cruz. Não é aquela conversa do "tá amarrado em nome de Jesus" ou de "só Jesus na causa". Essas são apenas expressões que não tem valor algum em si mesmas. Na cruz, Deus estava promovendo reconciliação, perdão e recomeço (2Co 5.19). Se Jesus for apenas um xamã ou uma palavra cabalística ele terá o mesmo valor de uma fitinha da sorte amarrada no braço: zero. Agora, se ele significar a desistência dos meus próprios métodos, o abandono do egocentrismo e uma vida projetada na glória de Deus e na alegria do outro, a coisa começa a melhorar.

Enfim, você pode até insistir em um modelo no qual o cônjuge, os filhos, os pais giram em torno de você e dos seus caprichos, mas está mais que comprovado - empiricamente inclusive - que este modelo é falho; catastrófico eu diria. Comece hoje a aplicação do modelo bíblico: reconheça seus pecados, abandone-os diante da cruz, conserte as coisas com os ofendidos e abandone as práticas nocivas à sua família. Por mais que eu e você queiramos negar, na maioria das vezes o problema somos nós ou está em nós. Viva para fazer feliz antes de ser feliz, para amar antes de ser amado, para dar antes de receber. Mas acima de tudo, viva inteiramente para a glória de Cristo e que a beleza dele se veja em nós... na nossa família.

Um abraço,

Pr. Maicon.

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