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Os 6 Melhores Livros de 2015... Por Enquanto.

15:24Maicon Custódio



Olá queridos leitores. 

Nos anos de 2012 e 2013 fiz listas dos melhores livros que havia lido durante cada um deles. Na correria anormal da vida em 2014 acabei não fazendo lista nenhuma do que tinha lido e quando me assustei já era meio fora de época para fazer post sobre o assunto. Resolvi então que ao fim do semestre eu listaria seis livros (um para cada mês) que tivessem sido relevantes nos primeiros meses do meu ano. Portanto, vamos ao que interessa!


IGREJA CENTRADA - Tim Keller
Keller tem se tornado um dos maiorais quando o assunto é: "livros que o Maicon ama". Ele escreve com tanta maestria que é impossível terminar um livro dele e não ficar pensando: "Quando vem a próxima obra deste homem?". Ele tem uma capacidade inigualável de tornar as coisas claras e práticas e neste livro ele atinge o ponto mais alto de tudo que li dele até hoje.
O livro discute uma igreja desde a sua base; das pessoas à estrutura. Dos líderes aos novos convertidos. Do ambiente à pregação. da cultura da comunidade à cultura da sociedade. Keller evidencia a cada linha o seu compromisso com uma igreja que tenha Cristo cerceando e direcionando cada mínimo detalhe. O livro não é clichê, nem mais do mesmo: é paradigmático. Ele não trata só de crescimento de igreja, nem apenas de pureza doutrinária. Ele não fala só com igrejas grandes, nem simplesmente às comunidades de bairros pouco habitados. Apesar da Redeemer (igreja do Keller) ser no centro de New York, o livro faz sentido para quem está pastoreando numa cidade de menos de 10 mil habitantes no interior de Minas Gerais: eu. (COMPRE AQUI)


SUPER OCUPADO - Kevin DeYoung
Outro autor que sempre é garantia de coisas boas é o Kevin DeYoung - ainda mais agora que virou presbiteriano (risos). Brincadeiras à parte, vamos falar deste livro. É pequenino. Tem coisa de 140 páginas, mas é maravilhoso. Virou série de sermões aqui na igreja, pois preguei vários domingos com base nele. Ele lida de coisas profundas como a idolatria do nosso ser no que tem a ver com nosso desejo de fazer e resolver tudo, os pecados relacionados aos nossos excessos de desgaste e, claro, um tratamento bíblico para todos nós que estamos super ocupados sempre. É um convite ao trabalho como bênção e ao descanso como prática devocional. Um livro que nos espanca, e nos educa. (COMPRE AQUI)


A ARTE MODERNA E A MORTE DE UMA CULTURA - Hans Rookmaaker
"Eu leio Rookmaaker. Você Jean-Paul Sartre...", já dizia Marcos Almeida na música que leva o nome do autor holandês. Confesso que já tinha lido o outro livro dele em português, - A Arte Não Precisa de Justificativa - mas de tão curtinho eu me sentia como um mentiroso sempre que cantava Palavrantiga. Agora eu canto sem tanto peso na consciência, pois li um baita livro do cidadão. Que livraçoooooo!!! Como crítico de arte, ele faz uma exploração fantástica da história da arte até chegar na arte moderna e mostra como uma cosmovisão, traduzida em pinceladas, canções e afins pode ser o motor que toca o carro de uma cultura na direção de um precipício. Já tinha lido o Manifesto do Nada Na Terra do Nunca do cantor Lobão que fala da tragédia em que a Semana de Arte Moderna de 1922 colocou a cultura brasileira, mas óbvio que ler Rookmaaker foi muito mais esclarecedor. É um tratado sobre como a Arte Moderna não é apenas um catástrofe estética, mas cultural. (COMPRE AQUI)


RAÍZES DA CULTURA OCIDENTAL - Herman Dooyeweerd
Outro expoente do pensamento holandês é Dooyeweerd. Há algum tempo li o seu primeiro livro lançado em português, No Crepúsculo do Pensamento Ocidental, duas vezes - uma para dizer que tinha lido e outra para tentar entender (risos). No mestrado tive contato com alguns excertos de sua obra magna, A New Critique of Theoretical Thought e agora temos mais esta obra publicada em nossa língua. Não se trata de uma leitura fácil, pois transita muito em termos filosóficos e pressupõe certa aptidão em história, mas é fantástica no quesito conexões. O autor é habilidosíssimo quando mostra os resultados de sínteses de correntes de pensamento diversas e a influência cultural que isto gerou. É um livro que fala da genealogia do Ocidente como conhecemos, mas sob uma ótica bem diferente daquela que aprendemos na escola. O viés cristão de Dooyeweerd vem à tona sem ser piegas, mas também sem negociar o que lhe é absoluto. Sua formulação da teoria da soberania das esferas - uma ampliação de Kuyper - é um ponto alto no livro e nos leva a perceber quão doente está o nosso tempo. A derrubada do mito da neutralidade religiosa é o ponto mais alto do livro, pois mostra que não houve rompimento com o "ser religioso", mas uma tentativa de se romper apenas com o Cristianismo durante a caminhada de nossa cultura. (COMPRE AQUI)


NOSSA CULTURA... OU O QUE RESTOU DELA - Theodore Darlymple
Para que não haja dúvida do meu nível de interesse na cultura dos nossos tempos e dos caminhos que a conduziram até aqui vou falar do terceiro livro seguido que tem "Cultura" no título - e mesmo os que não tem são extremamente dados à avaliação e crítica cultural. Theodore Darlymple é o pseudônimo de um médico inglês. Seu nome real é Anthony Daniels. É um autor aclamado por conservadores "do lado de cá do globo". Este livro é uma coletânea de 26 ensaios críticos ao atual estado das coisas. O subtítulo do livro fala que são ensaios sobre a "degradação dos valores". Os ensaios são divididos em dois subtemas: "Artes e Letras" e "Sociedade e Política". É uma leitura informativa e provocativa, além de ácida quando se fala no tal do politicamente correto. Se Keller foi o melhor em livros bíblico-teológicos até agora, com certeza nos não teológicos a medalha de ouro vai pra este aqui. De Paris a Havana; de Shakespeare a Virginia Woolf; de feministas a muçulmanos: Darlymple dá show. O mais interessante é que ele fala sob uma ótica britânica e faz constantes paralelos com a degradação dos valores em Londres. Fico me imaginando se ele escrevesse o livro olhando para o Brasil. O homem teria um ataque do coração. (COMPRE AQUI)


A VIDA NA SARJETA - Theodore Darlymple
Outra primorosa análise cultural do médico inglês. O cara é tão bom que entrou duas vezes numa lista de seis. Neste livro ele trata de algo que conhece bem: pessoas de baixa renda. Eu não disse isso, mas Darlymple trabalha atendendo pessoas pobres e muito do que escreve tem exemplos de dentro de seu consultório ou de alguma viagem para África. A sarjeta deste livro - moral, social, estética, financeira - é o ponto de partida. O livro trabalha com o "assistencialismo" e o "estado de bem-estar" de maneira bastante crítica. Critica também a solução oferecida à sarjeta, principalmente aquela que culmina em luta de classes. O autor tem uma grande preocupação: mostrar de quem é a culpa do que está havendo. Ele mostra os eventos e o problema real, mas depois caminha para o pensamento teórico e nos mostra quem são os pais dos meninos feios. Se os filhos são feios temos um problema, mas o que fazer quando os pais são ainda mais feios? Com o monopólio do pensamento e publicações "politicamente corretos" e de viés esquerdista, Darlymple é um presente dos bons ao leitor brasileiro que deseja conhecer um lado alternativo - e melhor, diria eu - da história. (COMPRE AQUI)


Abração,

Espero que tenham gostado.

Pr. Maicon

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1 comentários

  1. Ótima lista! Tirando o do Keller, todos estão na minha lista - o do Rookmaaker e o do DeYoung ainda não comprei. Mas com certeza este livro do Keller será lido por mim (só não sei quando, pois são tantas "emoções" rsrsrs). Grande abraço!

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