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Recomeço

10:15Maicon Custódio


Era cerca de 18:50 hrs do dia 31 de julho de 2015, sexta-feira passada. Trabalhando e tentando resolver os problemas do cotidiano aonde eu trabalho, e por hábito, resolvi dar uma breve pausa, e ver como estava o mundo naquele início de noite, com objetivo de descansar o cérebro por alguns poucos minutos. Então abri o portal de internet da UOL, descendo até o fim a barra de rolagem onde parei numa manchete bastante perturbadora e apelativa também: “Fui obrigada a casar com o meu estuprador aos 13 anos”. Então eu resolvi ler. O texto introdutório é esse:

“Era um dia de sol e eu, uma menina de 13 anos, voltava da feira com uma amiga. No meio do caminho, fiquei apertada e ela disse que poderíamos usar o banheiro na academia de um amigo, o Abapuru. Lá, deixei os legumes no chão, fiz xixi e já estava pronta para sair quando percebi que minha colega tinha ido embora e as portas estavam trancadas. Meu coração disparou. Abapuru, um homem troncudo de 35 anos, veio na minha direção e me impediu de sair. Ele me beijou à força enquanto eu chorava e tentava escapar, aterrorizada. Aí, rasgou minhas roupas, me bateu e me estuprou. Ele se colocou dentro de mim de todos os jeitos, sem dó. Amarrou meus braços e me espancou por uma hora, até ficar satisfeito. ” 

O histórico de violência e terror, vai além desse momento de introdução da reportagem onde a Lucineide tinha 13 anos na época. A medida em que eu avançava no resumo da história da vida dessa mulher, uma angustia dominava o meu coração, pois era impossível não me envolver. Era grande a vontade desesperadora de entrar na história e de tentar intervir de algum modo, nos relatos descritos de grande terror vivenciado que marcaram a trajetória da sua vida. Uma menina sofreu uma brutal violência, mas a lei da época permitia que o agressor casasse com a vítima para que a mesma não ficasse desonrada (já que havia perdido a virgindade)! Seu pai consentiu com essa insanidade e distorcida lei (mesmo tendo opção de direcionar o infrator para a prisão). A expulsou de sua casa agredindo verbalmente e proibindo a mãe de qualquer tipo de auxílio sobre pena de expulsão.

Não irei entrar em mais detalhes da história. O relato é tenso, aflito e como já expressei antes, angustiante. Contudo, em um certo momento do relato, me chama atenção uma palavra, e partir dessa palavra, a história dessa moça, toma um outro rumo. “Igreja”. Na reportagem, não é informado qual é o nome da igreja, o tipo de teologia que consiste a igreja ou sua linha de pensamento. E sinceramente, não importa. Mas é totalmente expressivo a mudança da tônica da história. A partir desse evento, a opressão de violência e falta de amor, se cessa. Ela conhece um bom homem, consegue uma renda de trabalho, tem todos os seus filhos reunidos sob sua guarda e proteção. Tendo agora uma perspectiva de vida cristã e um coração grato a Deus.

Entenda a palavra igreja nesse contexto como: Graça de Deus, Providencia Divina, Amor do Pai, Ação de redenção. Tudo isso e outras que eu poderia expressa. Na maioria das vezes, são tudo isso, é realizado através das pessoas que frequentam as “igrejas”. Pessoas simples ou não, com pouco ou com algum dinheiro, mas que, resolveram “amar” aqueles que visitam as suas igrejas. Pessoas que já foram transformadas pelo amor de Deus, e estão ali para “servir” e serem agentes dos atributos de Deus na vida de outras pessoas. São “agentes da esperança”, para pessoas que querem paz, conhecer a verdade, um alento, um bom convívio de amigos, um novo rumo, assim como foi na vida da Lucineide.

No livro de João (livro do novo testamento da Bíblia), no seu capítulo 14, verso 6, diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim”. A igreja é responsável em direcionar e caminhar com aqueles que se achegam para, ao “único caminho”, a “única verdade” a “verdadeira vida”. São condutores no meio da sociedade corrupta e destruída, para um recomeço que só é possível em Cristo.

Aqueles que pertencem a “verdade”, provém de uma igreja que ama e serve, e está pronta para apresentar o Deus que único e poderoso para restaurar e iniciar um novo começo de vida pela sua graça. Assim que como foi na vida da Lucineide.

Nele, sempre há esperança. Por mais que não pareça. Em Cristo, pela graça de Deus, sempre é possível um recomeço.


Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz...
(Romanos 15:12)

Daniel Cardeal

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2 comentários

  1. "... condutores no meio da sociedade corrupta e destruída, para um recomeço que só é possível em Cristo"

    A Cristo toda glória!!!

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